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Máquinas e Implementos

Coopercitrus apresenta soluções inovadoras para um agronegócio de precisão

Texto: Freda Franchin e Natália Canevazzi
 

As rápidas transformações pelas quais a agricultura vem passando nas últimas décadas, colocaram-na no patamar de uma das atividades econômicas mais competitivas. Assim, o agronegócio exige dos produtores rurais um alto grau de especialização, investimentos em tecnologias e profissionalismo. Neste sentido, a agricultura de precisão chega para dar todo o suporte ao produtor e alavancar sua produtividade. Apesar da importância do Brasil no cenário agrícola, a agricultura de precisão brasileira ainda está em uma fase inicial. A Coopercitrus pretende promover sua ampliação para favorecer o negócio agrícola de seus cooperados, através da otimização dos investimentos de recursos na produção. Assim, criou uma equipe de profissionais especializados para orientação e assistência em produtos para agricultura de precisão, em parceria com a empresa Trimble.
A Coopercitrus oferece a seus cooperados monitores específicos, sistemas de controle de seções de pulverização, sistema de direção assistida, sistema de direcionamento automático, sistema pneumático de controle automático de desligamento individual de seções de plantio, software para gerenciamento agrícola, sistema com identificador de clorofila para aplicação localizada de produtos fitossanitários, entre outros equipamentos.


A agricultura convencional indica que a aplicação de insumos deve ser realizada de maneira uniforme. Quando o adubo é adicionado no solo, a mesma formulação é utilizada em toda a área de plantio, sem que as características físico-químicas de cada local sejam levadas em consideração.
Para o coordenador de Agricultura de Precisão da Coopercitrus, Hermano Gonçalves de Oliveira Conde, está na hora de os agricultores começarem a cuidar do solo de maneira heterogênea, considerando as particularidades de cada área. “Raramente o solo de uma propriedade agrícola apresenta uma composição uniforme, por isso, não podemos mais trabalhar com a média, a agricultura pede evolução e a agricultura de precisão é o caminho mais certeiro e rápido para isso. Considerando um nutriente qualquer, obviamente, em algumas áreas, o produtor terá o nível ideal dele e, em outras áreas, o nutriente estará em falta. A agricultura de precisão trabalha com a heterogeneidade da área a fim de deixá-la realmente homogênea. E isso só traz ganho para o produtor. Muitos dizem que a agricultura de precisão reduz custos, mas, em minha opinião, não é bem isso, ela não está necessariamente condicionada a reduzir custos, ela está condicionada a aumentar a produtividade. O produtor dilui o seu custo em uma produtividade maior, acaba tendo um custo fixo mais baixo em seu custo total, o seu valor acaba não necessariamente diminuindo e, em alguns casos, pode ser até que ele aumente. Quando o produtor começa a registrar os ganhos de produtividade e a redução das perdas e dos custos que a técnica lhe permite, ele tende a ampliar o uso dos sistemas inteligentes”.


A agricultura de precisão é um conjunto de técnicas que permitem o gerenciamento localizado dos cultivos e tem sido apontada como promessa de alavancar a agricultura moderna no cenário brasileiro. O Sistema de Posicionamento Global (GPS), Sistema de Informações Geográficas (GIS) e máquinas de aplicação localizada de insumos à taxas variáveis, são algumas das ferramentas que tratam, especificamente, cada ponto da propriedade agrícola. Para essa tarefa, cada particularidade do solo é considerada. O resultado é a otimização dos gastos da produção agrícola.
A agricultura de precisão utiliza equipamentos e máquinas que fazem análise de solo e distribuem os insumos em taxas variadas. Sensores de rendimento mostram as áreas com melhor rendimento do solo e orientam para a melhor maneira de plantar. Aparelhos de GPS mapeiam e ajudam a monitorar a propriedade para adubação e uso de agroquímicos em quantidade certa para cada local. Isso evita o desperdício de fertilizantes, otimiza a colheita e proporciona sustentabilidade e competitividade ao pequeno, médio e grande agricultor brasileiro.

Histórico
Agricultura de precisão é uma prática agrícola na qual se utiliza tecnologia de informação baseada no princípio da variabilidade do solo e clima. A partir de dados específicos de áreas geograficamente referenciadas, implanta-se o processo de automação agrícola, dosando-se adubos e agrotóxicos. É uma tecnologia nova com uma história longa. Agricultores têm, por longo tempo, procurado maximizar a produção física e econômica das culturas, variando a aplicação de insumos de acordo com os tipos de solos e o desempenho das culturas. Agricultores dos tempos antigos já reconheciam os benefícios da aplicação diferenciada de esterco com o tipo de solo.
Os primeiros fundamentos teóricos da Agricultura de Precisão surgiram em 1929, nos Estados Unidos, porém tornou-se mais conhecida na década de 80, devido aos avanços e à difusão dos sistemas de posicionamento geográfico, sistemas de informações geográficas, monitoramento de colheita e também à informática. Além de destacar-se nos EUA, ganhou grande notoriedade em países como Alemanha, Argentina, Austrália, Inglaterra e Brasil. No Brasil, as primeiras pesquisas na área foram realizadas na década de 90.
Apesar da importância do Brasil no cenário agrícola, a agricultura de precisão brasileira ainda está em uma fase bastante primária. Sua ampliação favorecerá o negócio agrícola nacional através da otimização dos investimentos de recursos na produção.


Os dois lados da Agricultura de Precisão
Em entrevista à Coopercitrus Revista Agropecuária, Hermano mostra o lado de um especialista técnico em agricultura de precisão e mais detalhes sobre o novo serviço prestado pela Coopercitrus a seus cooperados:

Coopercitrus Revista Agropecuária: A Agricultura de Precisão está presente em quais etapas do processo produtivo?
Hermano: Ela está presente numa série de etapas, desde o preparo de solo, plantio, cultivos, tratos culturais, colheita, tudo o que estiver relacionado dentro da produção agrícola pode estar dentro da agricultura de precisão. Por exemplo, depois da colheita, é possível verificar num mapa quais áreas tiveram produtividades menores. Então, com dados como esses, é preciso ter uma gestão eficiente em cima disso, descobrir os motivos e tomar providências.

Revista Agropecuária: Quem não pode investir na agricultura de precisão em todo o processo de produção, vale a pena escolher só algumas tecnologias?
Hermano: Num primeiro momento, pode-se iniciar com algumas tecnologias, não sendo necessária a aderência da agricultura de precisão em todo o ciclo produtivo, porém, é importante definir que a agricultura de precisão é um conceito mais amplo do que só a máquina. É fundamental que o produtor saiba fazer a gestão destas tecnologias, para que se possa ter o máximo resultado desses equipamentos.

Revista Agropecuária: Como tem sido a experiência da Coopercitrus com essa tecnologia? Existem equipamentos para o pequeno, médio e grande produtor ou só os grandes conseguem investir?
Hermano: Normalmente, a maior procura parte dos médios e grandes, mas acredito que seja uma questão de tempo até abranger todos os cooperados, até mesmo porque temos equipamentos mais simples para os pequenos e todos eles, para continuarem competitivos na atividade, terão que se tecnificar.

Revista Agropecuária: Quais serviços a Coopercitrus está oferecendo para os cooperados em relação à agricultura de precisão?
Hermano: Oferecemos, hoje, para o cooperado a venda do equipamento, desde uma conversa técnica para apresentar os equipamentos, até a venda propriamente dita, além da instalação, treinamento, pós venda dos equipamentos e a prestação de serviços. O que a gente está oferecendo no momento, na parte de prestação de serviços, é a geração de mapa para a taxa variada. Vamos até a fazenda do cooperado, dividimos a área dele e tiramos amostra de solo para fazer esse mapa. Após o resultado da análise de solo, fazemos o mapa, que fica disponível na internet para consultar o histórico, para que seja feita a gestão. Por enquanto estamos trabalhando só com o equipamento de taxa variável para a prestação de serviço, mas em breve vamos trabalhar com essa parte de gestão. 

O cooperado Humberto Paro, produtor de cana-de-açúcar na Fazenda São Pedro do Monte Belo, em Colina, SP, iniciou o trabalho com agricultura de precisão recentemente e conta sua experiência à Coopercitrus Revista Agropecuária:

Coopercitrus Revista Agropecuária: Quais equipamentos de agricultura de precisão utiliza e há quanto tempo?
Humberto: Usamos piloto automático para plantio e colheita mecanizada, iniciamos neste ano de 2013.

Revista Agropecuária: Porque decidiu investir em agricultura de precisão?
Humberto: Com a evolução das técnicas de plantio, visamos a otimizar a mecanização (plantio/colheita). Hoje em áreas não acidentadas, fazemos o plantio com terraços de base larga e vírgulas. A sulcação passa por estas contenções de acordo com um traçado feito em computador por técnicos capacitados e não no nível dos mesmos. Ocorre que levar este traçado de sulcos para o campo sem a Agricultura de Precisão seria quase impossível. Diante disso, procuramos a Coopercitrus de Barretos, que imediatamente nos colocou em contato com técnicos e, em poucos dias, negociamos e  instalamos o equipamento em nossas máquinas.

Revista Agropecuária: O que mudou no modo de conduzir a propriedade? Já viu resultados?
Humberto: O primeiro resultado veio com um plantio de sulcos bem definido, sempre longos, com virador nos carreadores. Conseguimos, com isso, agilizar muito nosso plantio e já estamos pensando na colheita que, sem dúvida, terá maior rendimento, com menor desgaste de equipamentos (menor custo) e qualidade superior (sem pisoteio nas linhas).

Revista Agropecuária: Hoje você acha fundamental o uso desses equipamentos?
Humberto: Acredito muito na tecnologia dentro das propriedades rurais, através dela conseguimos ser competitivos, plantando cana-de-açúcar ou também grãos (soja, milho, etc).

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