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Cafés diferenciados registram 21,1% de participação nas exportações em janeiro

Agropecuária | Publicada em 14/02/2018

O começo de 2018 chegou com recuperação para os cafés diferenciados. Segundo o relatório divulgado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em janeiro, os cafés diferenciados registraram 21,1% de participação nas exportações. No mesmo mês do ano passado, esse volume representou 14,9%. O total de sacas exportadas dos cafés diferenciados no período foi de 524.851, enquanto o preço médio ficou em US$ 189,39.

Já as exportações gerais apresentaram um recuo de 5,9%, no primeiro mês de 2018, na comparação com o mesmo período do ano passado. O total de sacas exportadas no período foi de 2.490.023, com receita cambial de US$ 400,9 milhões e o preço médio em US$ 161,01.

Entre as variedades embarcadas, em janeiro, o café arábica correspondeu por 93% do volume total de exportações (2.316.280 sacas), seguido pelo solúvel com 6,5% (160.766 sacas) e robusta com 0,5% (11.320 sacas).

“O resultado deste começo de ano já era esperado e segue de forma geral sem grande alteração para o mercado de exportação de café. Acreditamos que o ritmo seguirá mais lento até a entrada da nova safra, que trará uma expectativa melhor. Além disso, o volume de chuva tem sido alto, o que favorece a produção. Se o fator climático permanecer desta forma, será muito positivo”, afirma o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

Principais destinos

Em janeiro, a Alemanha passou a ocupar o primeiro lugar no ranking dos principais consumidores do café brasileiro, com 20,6% de participação (513.070 sacas). Os Estados Unidos – que liderava a lista desde março de 2017 – seguem agora na segunda posição, com 17,9% (444.726 sacas).

Ainda tem destaque o Japão na terceira posição e que registrou um aumento de 10,51% de exportação do café brasileiro, com 8,8% de participação (218.817 sacas). O resultado é positivo para o Brasil, pois demonstra a capacidade do País em atender um mercado de alta qualidade e estratégico, afinal, a taxa de crescimento médio na região foi de 4,5%, no período de 2012 a 2017, segundo dados da Organização Internacional do Café (OIC).

Ainda figuram no ranking: Itália com 8,6% (214.808 sacas) e Bélgica com 6,5% (162.413 sacas). No período, o Reino Unido e Canadá ganham destaque com crescimento nos embarques recebidos do Brasil, respectivamente de 38,25% (62.967 sacas) e 15,52% (58.076 sacas).

Diferenciados

Os cafés diferenciados registraram a exportação de 524.851 sacas em janeiro. Os principais destinos, no período, foram: Estados Unidos (140.742 sacas), Alemanha (79.982 sacas), Bélgica (52.824 sacas), Japão (52.652 sacas) e Reino Unido (41.791 sacas).

Preços

Em janeiro, o preço médio foi de US$ 161,01, um decréscimo de 8,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a média era de US$ 175,96.

Portos

No primeiro mês do ano, o Porto de Santos se manteve na liderança da maior parte das exportações, com 83,5% (2.079.833 sacas). O Porto do Rio de Janeiro aparece na sequência, com 12,7% dos embarques (315.384 sacas).

Lei Kandir

Ainda em janeiro, o Cecafé divulgou um comunicado salientando a sua posição sobe a proposta de suspensão da Lei Kandir. Como representante do setor exportador de café do Brasil, o Cecafé se mostrou totalmente contrário à PEC nº 37, dado o retrocesso que a mesma representa ou a qualquer outra forma de tributação que onere ainda mais os exportadores e reduza a sua competitividade, defendendo os interesses do agronegócio brasileiro de café.

Além disso, o Cecafé acredita que o comércio exportador de café do Brasil, por meio da sua competência e eficiência logística, responsável pelo escoamento de cerca de 60% da safra nacional, vem garantindo ao País a posição absoluta de liderança nas exportações mundiais de café e distribuindo renda com o repasse médio variado de 80% a 90% do preço FOB aos produtores, de acordo com o indicador IPEP do Cecafé.

Cabe ressaltar que na comparação entre 1996 e 2016 o Brasil teve um crescimento de 124% nas exportações de café do País, passando de 15,29 milhões para 34,27 milhões de sacas, alcançando, em média, cerca de 30% do mercado mundial de café. Esse resultado evidencia o impacto positivo que a Lei Kandir ofereceu ao exportador de café do Brasil.

Fonte: Cecafé

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